O conjunto de prédios para escritórios implantado em um terreno de 35 mil m2 entre a avenida das Nações Unidas e a Doutor Chucri Zaidan chama a atenção pelo desenho escultural que surge de seus volumes assimétricos. “Uma arquitetura simples, mas impactante”, diz o arquiteto Roberto Aflalo Filho.
Outro grande efeito é o jogo de reflexos dos volumes na fachada revestida de placas de granito polido e vidros semirreflexivos. “O projeto ganhou o certificado LEED [Leadership in Energy and Environmental Design], do Green Building Council”, enfatiza Roberto. Ao redor das torres, muito verde nas três praças com paisagismo assinado pela californiana Pamela Burton e executado pelo arquiteto Sérgio Santana.
O conjunto de prédios para escritórios implantado em um terreno de 35 mil m2 entre a avenida das Nações Unidas e a Doutor Chucri Zaidan chama a atenção pelo desenho escultural que surge de seus volumes assimétricos. “Uma arquitetura simples, mas impactante”, diz o arquiteto Roberto Aflalo Filho.
Outro grande efeito é o jogo de reflexos dos volumes na fachada revestida de placas de granito polido e vidros semirreflexivos. “O projeto ganhou o certificado LEED [Leadership in Energy and Environmental Design], do Green Building Council”, enfatiza Roberto. Ao redor das torres, muito verde nas três praças com paisagismo assinado pela californiana Pamela Burton e executado pelo arquiteto Sérgio Santana.
Ao perceber que a terra servia apenas como base para as plantas, o designer francês Patrick Blanc decidiu se dedicar ao cultivo de jardins verticais e conseguiu implantar a técnica em cidades de todo o mundo
Marcia Bindo Revista Vida Simples – 01/2010
Uma ponte esverdeada chama a atenção dos motoristas e pedestres em Aix en Provence, sul da França. É um jardim – só que vertical. Invenção do francês Patrick Blanc, esses canteiros que pendem pelas paredes se encontram em prédios e casas mundo afora, como Paris, Milão, Frankfurt e Bancoc. Patrick entendeu que a terra funciona como uma base para as plantas, mas do que elas necessitam mesmo é água, luz e nutrientes. Baseado nessa constatação, criou uma estrutura que funciona como uma base, instalada nas paredes e coberta com um feltro especial, em que as plantas são fixadas.
Esse feltro é irrigado regularmente com fertilizantes, o que impede que as raízes cresçam muito à procura de água. As plantas são escolhidas cuidadosamente, de acordo com o as condições climáticas do local, que pode ser tanto um ambiente interno ou externo. “As cidades estão cada vez mais verticais, daí a ideia de criar jardins antigravitacionais”, diz Patrick. Sua inspiração veio da própria natureza, ao observar plantas que crescem em despenhadeiros, entradas de cavernas e rochas. Veja outras paredes verdejantes em seu livro Vertical Garden (em inglês) ou no site.
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Uma ponte esverdeada chama a atenção dos motoristas e pedestres em Aix en Provence, sul da França. É um jardim – só que vertical. Invenção do francês Patrick Blanc, esses canteiros que pendem pelas paredes se encontram em prédios e casas mundo afora, como Paris, Milão, Frankfurt e Bancoc. Patrick entendeu que a terra funciona como uma base para as plantas, mas do que elas necessitam mesmo é água, luz e nutrientes. Baseado nessa constatação, criou uma estrutura que funciona como uma base, instalada nas paredes e coberta com um feltro especial, em que as plantas são fixadas.
Esse feltro é irrigado regularmente com fertilizantes, o que impede que as raízes cresçam muito à procura de água. As plantas são escolhidas cuidadosamente, de acordo com o as condições climáticas do local, que pode ser tanto um ambiente interno ou externo. “As cidades estão cada vez mais verticais, daí a ideia de criar jardins antigravitacionais”, diz Patrick. Sua inspiração veio da própria natureza, ao observar plantas que crescem em despenhadeiros, entradas de cavernas e rochas. Veja outras paredes verdejantes em seu livro Vertical Garden (em inglês) ou no site.
Decorando um tunnel na Provença
Jardim de parede
Jardim vertical em prédio de Madri
“Quai Branly Museum” – Jardim vertical decora frente do Museu
Jardim vertical em Londres
Jardim de parede
Patrick Blanc lança a moda dos jardins verticais
Ao perceber que a terra servia apenas como base para as plantas, o designer francês Patrick Blanc decidiu se dedicar ao cultivo de jardins verticais e conseguiu implantar a técnica em cidades de todo o mundo
Uma ponte esverdeada chama a atenção dos motoristas e pedestres em Aix en Provence, sul da França. É um jardim – só que vertical. Invenção do francês Patrick Blanc, esses canteiros que pendem pelas paredes se encontram em prédios e casas mundo afora, como Paris, Milão, Frankfurt e Bancoc. Patrick entendeu que a terra funciona como uma base para as plantas, mas do que elas necessitam mesmo é água, luz e nutrientes. Baseado nessa constatação, criou uma estrutura que funciona como uma base, instalada nas paredes e coberta com um feltro especial, em que as plantas são fixadas.
Esse feltro é irrigado regularmente com fertilizantes, o que impede que as raízes cresçam muito à procura de água. As plantas são escolhidas cuidadosamente, de acordo com o as condições climáticas do local, que pode ser tanto um ambiente interno ou externo. “As cidades estão cada vez mais verticais, daí a ideia de criar jardins antigravitacionais”, diz Patrick. Sua inspiração veio da própria natureza, ao observar plantas que crescem em despenhadeiros, entradas de cavernas e rochas. Veja outras paredes verdejantes em seu livro Vertical Garden (em inglês) ou no site.
Sabe aquele quintalzinho ladrilhado que não dá para quebrar porque a casa é alugada? Ou aquele teto de laje que até dá tristeza de olhar? Agora tem solução: é só desenrolar um tapete de grama por cima. Com apenas 10 mm de espessura, tem dois anos de garantia e não precisa de terra por baixo.
Também dá para fazer uma horta de verdurinhas, com alface, agrião ou ervas aromáticas. Com 15 cm, então, dá para plantar berinjela, pimentão, melancia. O segredo é a composição da terra, que Ricardo Cardim, mestrando em botânica da USP, ajudou a adaptar ao clima do Brasil.
A ideia do Skygarden veio do Japão e foi desenvolvida para aumentar o verde nos telhados dos prédios de Tóquio. Agora está sendo implantada aqui com ajuda do Ricardo. Para quem quiser saber mais, é só dar uma olhadinha no site Skygarden.
Sabe aquele quintalzinho ladrilhado que não dá para quebrar porque a casa é alugada? Ou aquele teto de laje que até dá tristeza de olhar? Agora tem solução: é só desenrolar um tapete de grama por cima. Com apenas 10 mm de espessura, tem dois anos de garantia e não precisa de terra por baixo.
Também dá para fazer uma horta de verdurinhas, com alface, agrião ou ervas aromáticas. Com 15 cm, então, dá para plantar berinjela, pimentão, melancia. O segredo é a composição da terra, que Ricardo Cardim, mestrando em botânica da USP, ajudou a adaptar ao clima do Brasil.
A ideia do Skygarden veio do Japão e foi desenvolvida para aumentar o verde nos telhados dos prédios de Tóquio. Agora está sendo implantada aqui com ajuda do Ricardo. Para quem quiser saber mais, é só dar uma olhadinha no site Skygarden.
Sabe aquele quintalzinho ladrilhado que não dá para quebrar porque a casa é alugada? Ou aquele teto de laje que até dá tristeza de olhar? Agora tem solução: é só desenrolar um tapete de grama por cima. Com apenas 10 mm de espessura, tem dois anos de garantia e não precisa de terra por baixo.
Também dá para fazer uma horta de verdurinhas, com alface, agrião ou ervas aromáticas. Com 15 cm, então, dá para plantar berinjela, pimentão, melancia. O segredo é a composição da terra, que Ricardo Cardim, mestrando em botânica da USP, ajudou a adaptar ao clima do Brasil.
A ideia do Skygarden veio do Japão e foi desenvolvida para aumentar o verde nos telhados dos prédios de Tóquio. Agora está sendo implantada aqui com ajuda do Ricardo. Para quem quiser saber mais, é só dar uma olhadinha no site Skygarden.
Nos EUA, o Bike Bar promove shows de rua e eventos culturais que só acontecem com a ajuda do público, que deve pedalar bicicletas ergométricas adaptadas para produzir, na hora, toda a energia necessária para o show acontecer
Marcia Bindo
Revista Vida Simples – 01/2010
Uma aglomeração se forma para ouvir a manifestação. Na praça, enquanto o orador faz seu inflamado discurso, quatro pessoas pedalam em uma engenhoca que lembra bikes ergométricas de academia. Estranho? Nada disso. É tecnologia. O esforço dos ciclistas voluntários gera energia que faz funcionar o microfone e as caixas de som do evento. Se alguém cansa, logo surge outra pessoa disposta a pedalar por uma boa causa. O Bike Bar foi criado por um grupo de tarados por bicicletas como uma alternativa de divulgar a cultura da bike, ao mesmo tempo em que gera energia para shows de ruas e eventos nos Estados Unidos. O Bike Bar pode ser alugado ou comprado e, segundo Paul Freedman, um dos criadores, “é melhor do que painéis solares e geradores movidos a biodisel, pois ele coloca pessoas pedalando juntas, enquanto assistem uma aula de culinária, um show ou o que mais precisar de energia”. E completa: “A bicicleta é mais do que um meio de transporte ecológico ou uma atividade física. Ela traz um elemento mágico de senso de comunidade para as ruas”.
Uma aglomeração se forma para ouvir a manifestação. Na praça, enquanto o orador faz seu inflamado discurso, quatro pessoas pedalam em uma engenhoca que lembra bikes ergométricas de academia. Estranho? Nada disso. É tecnologia. O esforço dos ciclistas voluntários gera energia que faz funcionar o microfone e as caixas de som do evento. Se alguém cansa, logo surge outra pessoa disposta a pedalar por uma boa causa. O Bike Bar foi criado por um grupo de tarados por bicicletas como uma alternativa de divulgar a cultura da bike, ao mesmo tempo em que gera energia para shows de ruas e eventos nos Estados Unidos. O Bike Bar pode ser alugado ou comprado e, segundo Paul Freedman, um dos criadores, “é melhor do que painéis solares e geradores movidos a biodisel, pois ele coloca pessoas pedalando juntas, enquanto assistem uma aula de culinária, um show ou o que mais precisar de energia”. E completa: “A bicicleta é mais do que um meio de transporte ecológico ou uma atividade física. Ela traz um elemento mágico de senso de comunidade para as ruas”.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva brincou com o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e elogiou sua gestão, durante cerimônia de despedida dos ministros que estão deixando o governo para se candidatar nas próximas eleições. Lula afirmou que Minc – que substituiu no cargo a ex-petista Marina Silva – “deu uma certa robustez” ao papel da pasta do Meio Ambiente. O presidente destacou a atuação do ministro no processo de liberação da licença ambiental para a construção da futura usina hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA).
Em referência bem-humorada às características de Minc de polemizar com os adversários, de dar muitas entrevistas e de se vestir de forma diferenciada, o presidente o mencionou como “o menos polêmico de todos os companheiros, o que gosta menos de falar com a imprensa e o que se veste mais discretamente”. Uma das marcas registradas do ministro é o uso coletes multicoloridos em vez dos tradicionais terno e gravata. Lula disse que Minc é criticado “pelas coisas boas que faz” e que isso acontece habitualmente no País quando não se fala “a linguagem da elite dominante.” O Ministério do Meio Ambiente, afirmou o presidente, não é de contestação política, é de trabalho para o governo fazer “as coisas certas e o que é melhor para o País”. Sobre a usina de Belo Monte, cuja licitação está prevista para 20 de abril, o presidente afirmou: “Finalmente, vamos fazer o leilão e oferecer energia com fartura mais barata ao povo brasileiro.” Lula elogiou também, entre outros ministros, o do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, e o da Igualdade Racial, Edson Santos. “Se tem política social neste País, ela é feita pelo governo federal”, afirmou o presidente, ao se referir a Ananias. Sobre o trabalho de Edson Santos, mencionou a elaboração do Estatuto da Igualdade Racial. Fonte: Agência Estado
1 bilhão de pessoas no mundo todo devem apagar as suas luzes, por sessenta minutos, em 27 de março, na maior mobilização da Terra contra o aquecimento global. Pelo segundo ano consecutivo, WWF-Brasil promove a Hora do Planeta no país.
Chengdu, China, 11 de fevereiro de 2010 – No lançamento da contagem regressiva para a Hora do Planeta 2010, Mei Lan, a ursa panda que voltou recentemente para a China após uma missão diplomática em Atlanta (EUA), foi designada como Embaixadora Mundial da Hora do Planeta. Neste Ano Internacional da Biodiversidade, a ursa panda também simboliza a importância de protegermos ecossistemas e espécies em todo o planeta.
Às 20h30min de sábado, 27 de março, milhões de pessoas em todos os continentes irão desligar as luzes durante sessenta minutos – a Hora do Planeta – na maior mobilização mundial contra o aquecimento global.
O lançamento da Hora do Planeta 2010 ocorreu em Chengdu – a primeira cidade da China a assumir o compromisso de apagar as suas luzes no dia 27 de março – e cidade natal da ursa panda Mei Lan. Símbolo da Rede WWF, os pandas gigantes habitam Chengdu há mais de 8 milhões de anos.
A população de Chengdu se une aos cidadãos de mais de 70 países de todo o mundo, incluindo o Brasil, que já aderiram ao “apagar as luzes”. Entre eles estão também quatro países de quatro continentes diferentes, que participam pela primeira vez da Hora do Planeta – Paraguai, Mongólia, Madagascar e a República Tcheca.
A Hora do Planeta continua a ganhar ímpeto à medida que as pessoas, em todo o mundo, decidem tomar para si a responsabilidade de mostrar que é possível enfrentar a ameaça do aquecimento global por meio de uma ação coletiva. Diariamente, novos países, cidades e localidades se inscrevem para participar dessa ação e desligar as luzes no dia 27 de março de 2010.
“A Hora do Planeta 2010 constitui a evidência de que a comunidade mundial quer adotar hábitos e um estilo de vida de baixo carbono, demonstrando sua liderança para que, por sua vez, os nossos líderes mundiais tratem a questão do aquecimento global com a responsabilidade necessária”, declarou o diretor-executivo e co-fundador da Hora do Planeta, Andy Ridley.
O diretor geral da Rede WWF, Jim Leape, disse que o fato de a cidade de Chengdu – que integra a economia que mais cresce no mundo – liderar pelo exemplo, ao se comprometer com essa iniciativa e oferecer os serviços de Mei Lan para esse cargo de tanto prestígio, constitui uma homenagem à Hora do Planeta.
“Chengdu é o ponto central desse chamamento mundial à ação para a adoção de uma resolução do clima, durante o lançamento da Hora do Planeta 2010,” disse Leape.
Brasil também irá apagar suas luzes
Pelo segundo ano consecutivo, o WWF-Brasil promove a Hora do Planeta no País. Em 2009, milhões de brasileiros apagaram as suas luzes e mostraram que sua preocupação com o aquecimento global. No total 113 cidades brasileiras, incluindo 13 capitais, participaram da Hora do Planeta no ano passado. Ícones como o Cristo Redentor, a Ponte Estaiada, o Congresso Nacional e o Teatro Amazonas ficaram no escuro por sessenta minutos.
A mobilização para a Hora do Planeta 2010 já começou. O site www.horadoplaneta.org.br será a plataforma onde cidadãos, empresas e organizações brasileiras poderão deixar seu comentário e obter mais informações sobre o movimento. O WWF-Brasil também já está em contato com as principais capitais e cidades brasileiras para a realização da Hora do Planeta 2010.
“A Hora do Planeta é um movimento de todos nós. Ela une cidades, empresas e indivíduos para demonstrar às lideranças mundiais – e, principalmente, para mostrar uns aos outros – que queremos uma solução contra o aquecimento global. É uma oportunidade única para nós, brasileiros, de nos unirmos com a comunidade global em uma única voz para deter as mudanças climáticas”, explicou a secretária-geral do WWF-Brasil, Denise Hamú.
A História
Desde sua primeira edição em março de 2007, a Hora do Planeta não parou de crescer. O que era um evento em uma única cidade, Sidney, na Austrália, tornou-se uma ação que varreu o mundo, envolvendo centenas de milhões de pessoas em mais de 4.100 cidades em 88 países. A Hora do Planeta 2009 foi o maior ato voluntário que o mundo já conheceu. Alguns dos mais conhecidos monumentos mundiais, como as pirâmides do Egito, a Torre Eiffel em Paris, a Acrópole de Atenas e até mesmo as luzes de Las Vegas ficaram no escuro durante sessenta minutos.
Mei Lan agora integra o prestigiado grupo de personalidades que já desempenharam a função de Embaixador da Hora do Planeta – entre elas o Reverendo Desmond Tutu, os membros da banda Cold Play e a atriz Cate Blanchett. Seus fãs podem acompanhar seu papel de embaixadora nos sites www.twitter.com/earthour e www.earthhour.org.
Está montado, assim, o palco para a Hora do Planeta 2010: o maior espetáculo da Terra para agir e enfrentar as mudanças climáticas.
Apesar de distante, volta e meia a relação tecnologia e futebol vem à tona. Seleção com camisa ecológica, chuteira que se adapta ao gramado e bola que muda de cor quando é gol são os mais novos exemplos.
… a Amarelinha agra é ecológica… bolas que mudam de cor… e até chuteiras com cravas que se ajustam
Esporte mais popular do mundo, o futebol é também resistente às inovações tecnológicas. Se no futebol americano e no hóquei há recursos como replays ao vivo para verificar a validade ou não de uma jogada, no bom e velho futebol a coisa não caminha por aí.
Gols invalidados injustamente, impedimentos não marcados e dúvidas entre se a falta foi dentro ou fora da área sempre fizeram parte das discussões sobre futebol. Contudo, se nesse aspecto o futebol é um tanto “atrasado”, na parte indumentária a coisa parece ter engrenado de vez.
A amarelinha agora é ecológica
Nesta quinta-feira, dia 25, a estadunidense Nike, fornecedora de materiais esportivos da Seleção Brasileira de Futebol, apresentou em Londres, Inglaterra, o modelo 2010 da camisa da seleção canarinho. Com um design simples e praticamente toda em amarelo, a camisa dos brasileiros na Copa do Mundo de 2010 possui novidades invisíveis aos olhos.
100% verde
“De acordo com a fabricante, a camisa é construída com 100% de materiais recicláveis: oito garrafas plásticas foram utilizadas na confecção de cada peça. Foram recolhidas garrafas de lixões do Japão e Taiwan, que, após serem processadas e transformadas em poliéster, confeccionaram as camisetas das dez seleções patrocinadas pela Nike.”
As garrafas são lavadas para remoção de impurezas e cortadas em pequenos flocos, que então são derretidos para se transformarem em fios bem finos. É a partir desses fios que se forma o poliéster que compõe o tecido.
Costura sem fio
Outra novidade da camisa canarinho é sua costura, que usa cola ao invés de fios, algo semelhante ao que é feito com uniformes de pilotos de Fórmula 1 com o objetivo de reduzir o peso total do conjunto carro e piloto. Para os atletas, o resultado é também uma camisa mais leve, pesando apenas 160 gramas, cerca 15% menos do que a utilizada pela seleção na Copa de 2006 de acordo com a fabricante.
Camisa se ajusta ao corpo
Outra novidade é seu ajuste dinâmico, que “adapta” a camisa às curvas do corpo do atleta que a veste. Além disso, o uniforme é estruturado em malha dupla. O resultado disso é mais mobilidade para o jogador, bem como 10% a mais de elasticidade se comparada com uniformes tradicionais.
Chuteira inteligente
Ainda em clima de Copa do Mundo, outra novidade foi desenvolvida pela Nike, só que desta vez somente para alguns atletas patrocinados pela empresa. Craques como os brasileiros Luís Fabiano, Robinho e Adriano, o argentino Sérgio Agüero, o inglês Wayney Rooney e o lusitano Cristiano Ronaldo usarão a chuteira Mercurial Vapor Superfly 2.
A divulgação do novo material também foi feita ontem em Londres, e teve como estrela principal o português Cristiano Ronaldo. As novas chuteiras são capazes de analisar o gramado em que pisam e ajustar automaticamente a altura das travas para um nível pré-determinado pelo atleta, ajudando na tração do atleta na corrida e evitando escorregões em arrancadas.
Lusa: camisa com realidade aumentada
A interação entre uniformes e tecnologia ganha um grande impulso com a nova terceira camisa da Portuguesa de Desportos (SP). Além de ter o preto como cor predominante – bastante diferente do tradicional rubro-verde – a camisa possui um recurso de realidade aumentada.
O novo uniforme foi desenvolvido em conjunto pela Penalty, fornecedora oficial de material esportivo da Lusa, e pela Cavalera, responsável por desenhar o terceiro uniforme do clube paulista. Quem adquirir a camisa pode colocá-la em frente a uma webcam e visualizar o algumas novidades no PC.
O resultado é a exibição de uma imagem que contém um script. O script leva o torcedor para uma página na internet com um quiz sobre a história da Portuguesa, uma boa oportunidade de testar os conhecimentos sobre seu clube do coração e ainda faturar prêmios – os ganhadores são os que obtiverem melhores resultados no jogo de perguntas e respostas.
Bola transparente que muda de cor
Imagine o seguinte lance: um bate e rebate na área em que tanto a visão do árbitro central quanto de seus auxiliares está encoberta pelo grande número de atletas em volta da bola, que vai indo em direção ao gol, mas, de repente, um zagueiro chuta para longe. Os atacantes pedem o gol, se aglomeram em volta do juiz, que conversa com o auxiliar e manda seguir o lance, sem validar o tento.
Cenas como essa não são nada difíceis de se ver, porém, no que depender da fabricante Agent, elas estão com os dias contados. Isso porque a empresa desenvolveu a bola CTRUS, transparente e que muda de cor ao passar da linha de gol, sair para a lateral ou linha de fundo ou quando um atleta a recebe em posição de impedimento.
Obviamente a bola não funciona sozinha, mas sim com todo um aparato tecnológico de apoio composto por GPS, sensores e sistemas de conexão sem fio. Isso significa que, para ser utilizada, o estádio em que se realiza a partida de futebol também precisa sofrer algumas alterações, como a criação de uma central de controle.
Além disso, a bola não murcha nunca, logo, não precisa ser inflada. Os desenvolvedores garantem que a consistência e a flexibilidade do material são iguais aos de uma bola convencional. Ainda não há previsão de uso da CTRUS em jogos oficiais da FIFA.
Jogos da Copa ao vivo no iPhone
Quem tem um iPhone sabe que fazer ligações é a coisa mais simples que o equipamento é capaz de fazer. Para este ano, outra novidade: você poderá assistir a jogos da Copa do Mundo ao vivo diretamente no aparelho da Apple.
O sinal, disponível também para iPod Touch, será oferecido por meio de um aplicativo gratuito que deve ser disponibilizado a partir de abril pelo canal inglês BBC. A emissora promete ainda transmitir eventos do mundial de Fórmula 1 e da temporada 2010/2011 do campeonato inglês.
Copa do mundo em 3D no Brasil
Outra novidade interessante que alia o futebol (sua transmissão, na verdade) à tecnologia é a exibição de jogos em três dimensões inclusive para o Brasil. A empresa Aruna, que adquiriu os direitos para transmitir a Copa em 3D para o mundo todo, negociou com a Rede Globo (emissora que adquiriu os direitos de transmissão do mundial para o Brasil) e também vai disponibilizar o sinal para cá.
Como as televisões com suporte para 3D ainda não aportaram em terras tupiniquins, a solução será estruturar a transmissão dos jogos em salas de cinema. Juntamente com a Aruna e a Globo está a empresa Golden Goal, responsável pela estruturação da transmissão para as 50 salas de cinema espalhadas pelo país que exibirão jogos em três dimensões.
Apesar de certa resistência, parece que o futebol está cada vez mais acostumado com a tecnologia. Se ainda não usamos recursos tecnológicos para acabar com dúvidas no esporte mais praticado no mundo, alguns aspectos da prática futebolística ganham um grande incremento de tecnologia. Não deixe de registrar sua opinião em nossos comentários!
Fonte e Direitos Autorais:
Por Douglas Ciriaco
Sexta-Feira, 26 de Fevereiro de 2010
Mas pesquisadores dizem que é preciso avaliar melhor o que isso significa.
Artigo foi publicado na revista científica americana PNAS.
Da France Presse
E daí? – Cientistas destacam que devem ser realizados estudos mais aprofundados para determinar as consequências do crescimento das árvores (Foto: Jupiterimages via AFP 22-03-2009)
O aquecimento global pode causar um crescimento mais rápido das árvores e aumentar a duração das temporadas propícias a seu desenvolvimento, afirma um estudo publicado nesta semana nos Anais da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos (PNAS).
Para realizar a pesquisa, os cientistas do Centro de Investigações Ambientais Smithsonian (Maryland) reuniram dados coletados em árvores de 55 bosques diferentes do leste dos Estados Unidos, além de informações de 100 anos de medições meteorológicas e de 17 anos de medições de emissões de gás carbônico.
Segundo os resultados, o crescimento recente das árvores “superou os valores esperados”, provavelmente por causa das mudanças climáticas.
“Sabe-se que o aumento das temperaturas, da duração do período de crescimento e das emissões de CO2 influenciam a fisiologia das árvores”, destaca o estudo.
Consequentemente, o aquecimento global “tem provavelmente uma grande influência sobre o aumento de crescimento constatado”, observa a pesquisa.
Concretamente, as temperaturas mais altas aceleram o metabolismo das árvores, enquanto que o aumento do nível de gás carbônico na atmosfera ajuda seu crescimento, graças a um processo chamado de fertilização carbônica (que favorece a fotossíntese e a produção de biomassa vegetal).
Os cientistas destacam que devem ser realizados estudos mais aprofundados para determinar se esses resultados ocorrem em uma escala maior e também as consequências do crescimento das árvores.
Equipe de reportagem visitou geoglifos no Acre e no Amazonas. Confira mapa de satélite com os misteriosos desenhos ancestrais.
Elas passaram séculos escondidas pela floresta. Agora, com o desmatamento para a criação de gado, estão aparecendo cada vez mais. Os geoglifos são formas perfeitas escavadas no solo, espalhadas pelo extremo oeste da Amazônia. Serão vestígios de uma sociedade desconhecida? Ou restos do lendário reino de Eldorado, com que tantos exploradores sonharam? Segundo o paleontólogo Alceu Ranzi, da Universidade Federal do Acre, os geoglifos formavam um grande sistema que se estendia por centenas de quilômetros nessa região da Amazônia. Ranzi fazia parte da equipe que descobriu os desenhos, em 1977. Mas foi só nos últimos tempos que o número de achados disparou, graças a fotos de satélite disponíveis na internet. Já são quase 300 geoglifos – de alguns, os pesquisadores nunca chegaram perto. Apesar do nome, Boca do Acre fica no Amazonas. É para lá que foi a equipe de reportagem do Fantástico, para ver de perto alguns geoglifos que até então só haviam sido observados pelo pesquisadores por imagens de satélite. Em pouco tempo de voo é possível ver as formas – algumas bem nítidas, outras parcialmente encobertas pela mata. “Normalmente são quadrados e círculos. Temos octógonos também, hexágonos…”, cita Ranzi. Para Jacob Queiroz, 93 anos, dono de terras onde existem algumas figuras, elas não podem ser simples obras da natureza. “Isso aqui foi gente que fez. Trabalho de engenheiro”, comenta. Revolução Dentro de um dos canais que forma as figuras, é possível ver que a terra foi escavada e cuidadosamente empilhada do lado de fora. Por isso, chegou-se a pensar que as valas seriam trincheiras da revolução acriana, a revolta do início do século 20 contra a dominação da Bolívia no território. Mas a teoria das trincheiras está fora de cogitação. As análises geológicas publicadas mostram que os geoglifos são muito mais antigos: do século 13. Outra questão intrigante é como os habitantes daquela época conseguiram fazer isso dentro de uma floresta densa. “Imagino que essa região da Amazônia devia estar passando por um problema climático”, diz Ranzi. Os cientistas têm uma hipótese: na época da construção dos geoglifos, a Amazônia pode ter passado por uma seca muito forte, que transformou a floresta numa imensa savana, parecida com o cerrado brasileiro. Falta ainda a principal peça do quebra-cabeça: que tipo de sociedade projetou esses monumentos? Certamente devia ter um certo grau de organização para elaborar esses monumentos. As principais teorias sobre os povos que viviam nesta região antes de o Brasil ser descoberto dizem que esses povos jamais teriam tamanha sofisticação, eram nômades, ou seja, não passavam muito tempo no mesmo lugar. Para Jacó Piccoli, antropólogo da Universidade Federal do Acre, é possível que haja uma relação estreita com os antepassados dos índios atuais. “Mas podem ter sido também outras populações que habitaram a região”, pondera. É difícil estabelecer uma origem clara para os geoglifos, porque não se encontram pistas nas tradições dos índios que vivem hoje na região. Na falta de respostas, os moradores abraçam o sobrenatural. Seu Jacob conta que, estranhamente, as valas nunca alagam quando chove e que, do chão, sobe uma espécie de zumbido. “Uuuuuu…. que nem uma abelhal”, conta. Também não faltam suposições delirantes, como, por exemplo, que os geoglifos seriam marcas deixadas por extraterrestres. Quando olham para a imensidão da floresta amazônica preservada, os cientistas ficam imaginando quantos geoglifos, quantos desenhos geométricos estão escondidos debaixo das árvores. Eles estimam que nem 10% deles tenham sido revelados. Fonte: G1 – Jornal On-line g1.globo.com
Painel da ONU usou relatório de ONG como referência sobre a Amazônia.
Críticos apontam que autores não são cientistas.
Após o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) admitir que errou em sua avaliação de que as geleiras do Himalaia desapareceriam até 2035 por causa do aquecimento global, uma nova polêmica sobre o órgão da ONU, desta vez relacionada a um dado sobre a floresta amazônica, está instalada.
Em seu quarto relatório, lançado em 2007, o IPCC afirma que “até 40% das florestas amazônicas podem reagir drasticamente até mesmo a uma leve redução na precipitação, o que significa que a vegetação tropical, a hidrologia e o clima na América do Sul poderiam mudar muito rapidamente a outro estado permanente, não necessariamente produzindo mudanças graduais entre a situação presente e futura”.
Chuva sobre a Amazônia. Segundo o pesquisador Daniel Nepstad, a floresta é de fato sensível ao regime pluviométrico, mas o IPCC deveria ter usado fontes primárias em seu relatório para tratar do assunto. (Foto: Divulgação/Expedição Rios Voadores)
“É mais provável que as florestas serão substituídas por ecossistemas que tenham maior resistência a estresses múltiplos, causados pelo aumento de temperatura, secas e queimadas, como as savanas tropicais”, prossegue o texto.
O trecho virou motivo de ataques contra o IPCC porque a referência bibliográfica usada para justificá-lo é um relatório da organização de defesa do meio ambiente WWF, e não um artigo científico nos moldes tradicionais. Os autores do relatório do WWF são um analista da própria ONG, Peter Moore, e o jornalista Andrew Rowell, que já teria trabalhado para outras organizações ambientalistas.
O jornal britânico “Telegraph”, por exemplo, publicou coluna de Chritopher Booker, conhecido por questionar se as mudanças climáticas são fruto da ação humana, afirmando que “não há maior equívoco sobre o IPCC do que achar que ele é um órgão imparcial que compara evidências científicas a favor e contra o aquecimento global”.
O diário “The Times”, também britânico, publicou reportagem afirmando que o relatório do IPCC “era baseado numa afirmação infundada de militantes verdes que têm pequeno conhecimento científico”.
O jornal destaca que o material do WWF, por sua vez, se baseava num artigo da revista “Nature”, que não tratava especificamente do regime de chuvas na Amazônia, mas dos efeitos da ação do homem, como o desmatamento e as queimadas, sobre a floresta.
O pesquisador Daniel Nepstad após apresentação na Conferência do Clima, em Copenhague. (Foto: Dennis Barbosa/G1)
O autor do artigo da “Nature”, Daniel Nepstad, afirmou que a declaração do IPCC sobre a floresta amazônica é correta, mas que o material produzido por Rowell e Moore deixou de fora “algumas citacões importantes”.
Ele admitiu que o painel da ONU “deveria ter citado o relatório primário”, ou seja, seu artigo. Ainda assim, apontou que, de forma geral, o WWF, para quem também já produziu pesquisa, tem rigor científico na verificação de seus relatórios.
Na opinião de Nepstad, os ataques ao painel da ONU são uma “descaracterização do que é um erro científico”.
“Estão querendo soprar em cima dessa brasa para caracterizar algo mais sistemático”, disse ao Globo Amazônia, classificando como “péssima” a cobertura jornalística sobre o assunto. “Acho que ninguém imaginou que o IPCC seria um processo perfeito. São 4 mil pesquisadores (organizados em grupos de trabalho do painel) que não ganham para isso”, observou.
Confira iniciativas que lutam e colaboram em favor do meio-ambiente, preservando a natureza ecológica a fim de que no futuro haja uma sociedade desenvolvida tecnologicamente e em paz com “sua própria” natureza que nos preserva vivos.
Confira também inovações tecnológicas que colaboram na co-existência humana e ambiental.
Não preservar o meio-ambiente é não nos preservar, nem outra forma de vida na Terra. Afinal, dependemos de um ecossistema saudável para viver.
A natureza é nosso pulmão para que todos possam viver sem ser sufocados.
Não somos seres isolados. Somos um planeta, o Planeta Água, chamado de Planeta Terra.
Um planeta azul, que esperamos que continue a ser azul e com um pouco mais de verde também.